sábado, 22 de maio de 2010

Linhas Gerais

A princípio, é importante perguntar-se qual é a base do complexo filosófico-ideológico que se convencionou chamar Nacional-Socialismo. Não nos prendamos, por ora, às personalidades ou fatos históricos, mas essencialmente à Idéia.

Existem valores que embasam filosoficamente as ideologias. Mesmo que sejam compostas por várias destas forças identificadas, sempre uma delas se salientará mais que as outras em uma dada ideologia. Esta base fundamental é o que se pode chamar de Mito, gravitando ao seu redor e dele dependendo várias outras componentes menores do complexo ideológico.

Hodiernamente, as forças mais em voga são poder e capital - ou seja, quem exerce o poder e como se distribui o capital dentro de uma comunidade ou sociedade. Por exemplo, o Capitalismo visa a acumulação patrimonial como forma de obtenção e manutenção do poder; já o Comunismo visa alcançar, através do poder ou da força, a acumulação material em nome do Estado, ou melhor, em benefício dos administradores deste. Em ambos os exemplos, estão ignorados os planos sociais, à exceção das previsões científicas e utópicas, que não se evidenciam na prática.

Outras ideologias políticas, com maior ou menor acerto, atribuem a base de sua idéia a conceitos como religião, pátria ou nação. Como já dito, a valoração de cada conceito é diversa em cada ideologia. Assim é que, por exemplo, no Fascismo italiano e igualmente no Franquismo espanhol, no Salazarismo português ou no Peronismo argentino, o valor principal é a Pátria, representada pelo poder estatal, ou seja, a organização política instalada sobre um determinado território, cujo desígnio é a distribuição da justiça social - neste caso, o Estado é o objetivo, não o meio. Os Integralistas brasileiros, assim como os Legionários romenos, desenvolveram a tese que enaltece além da Pátria a Religião, mais especificamente o Cristianismo de liturgia Católica, de onde se extraem os conceitos morais e o qual justifica o poder do Estado, sem prejuízo aos atributos próprios deste - neste caso, o Estado é o meio de exercício da moral religiosa e a Religião justifica a existência do Estado.

O Nacional-Socialismo alemão é fundamentado principalmente no conceito de leis naturais e proteção à Nação. Dadas as desvirtuações que se deram ao termo “nação” nos últimos tempos, melhor defini-lo conforme era compreendido até metade deste século.

A palavra Nação deriva do latim natione, que significa nascimento, raça ou espécie. É um conceito de caráter sociológico e não jurídico-político. No Nacional-Socialismo, significa o termo Nação um conjunto de pessoas oriundas de uma mesma espécie ou raça, como uma unidade bioespiritual, da qual derivariam costumes, tradições e religiões comuns, através do conceito que Carl Gustav Jung definiu como “inconsciente coletivo”. Atualmente, o termo “nação” mistura-se vulgarmente com “povo” ou “população”, ou seja, um grupo de pessoas sem quaisquer atributos específicos senão o de residir em um território política e geograficamente definido. Daí também o termo “nacionalismo” ser confundido erroneamente com “patriotismo”.

A Raça Branca, na Cosmovisão Nacional-Socialista, era atributo de todos os povos descendentes dos legendários Arianos, ou seja, das etnias de procedência indo-européia. Ariano nada mais traduz senão “nobre”, ou melhor, povo nobre - idéia presente no termo grego “aristocracia”, que significa governo dos nobres ou de uma elite, e também no sistema de castas hindu, cuja elite é designada aos Arianos (ainda que o termo hoje lá tenha mais significado religioso que biológico). Atribui-se à Nação Ariana toda a criatividade espiritual da velha Europa e Oriente Médio, bem como a influência sobre outras raças, ousando alguns autores indicarem pontos de atuação civilizatória Ariana até mesmo entre os nativos americanos.

Uma questão bastante criticada, em função das distorções da história, é a da pureza racial. Insiste-se na inexistência de raças puras no mundo, devido aos constantes fluxos migratórios dos povos, ao contato entre as nações, seja diplomaticamente ou por conquista, etc. São fatos históricos que não são e nem poderiam ser negados pelo Nacional-Socialismo, mas aos quais não se atribui o dogmatismo e a infalibilidade aos quais a visão modernista pretende obrigar.

A priori, o contato entre povos diferentes não obriga à mistura, as Nações podem viver próximas umas às outras sem cruzamento genético - como no caso de povos escravos e governantes ou do já mencionado sistema de castas.

Além disto, em nenhum momento o Nacional-Socialista ditou “o alemão é a única raça pura” ou alguma pretensão do gênero. Tanto que essa Ideologia atingiu e envolveu os Brancos de todas as subdivisões étnicas existentes, mediterrâneos, bálticos, alpinos, nórdicos, dináricos, etc. Também não se pretendia criar um mundo povoado por loiros altos de olhos azuis. Desta forma, seria ilógico que os principais dirigentes e ideólogos do Nacional-Socialismo, como o próprio Hitler, ou Goebbels, Himmler, Hess e outroc, tivessem cabelos escuros e alguns sequer tivessem olhos claros. Isto indica apenas que era exigido, para caracterizar o Branco ou Ariano, um quociente ou grau de pureza evidente e elevadamente predominante e que, segundo os conceitos Nacional-Socialistas, caracteres de pilosidade e íris claros indicavam uma proximidade maior ao Ideal Ariano, como exponente do grau de pureza. Em alguns casos, como para o ingresso nas tropas de elite das SS, era necessário demonstrar, através de árvore genealógica, grau de pureza maior do que, por exemplo, para simples filiação partidária ou mesmo para justificar a cidadania alemã. E o conceito da nobreza da Raça Ariana também nunca significou um desmerecimento às demais raças.

Criticou-se muito a nação judaica, pelos seus feitos históricos e pela degeneração que promovia na Europa e que ainda hoje promove no mundo, conforme planos preestabelecidos pelos seus “sábios”. Porém, o “racismo” alemão não impediu que se unissem à sua Causa anti-sionista as nações japonesa e árabe, por exemplo. Até mesmo negros como Jesse Owens, um dos campeões olímpicos de 1936, declararam admiração pelo povo alemão sob o regime Nacional-Socialista. É porque o conceito de diferença exposto no racismo positivo justamente valoriza as características idiossincráticas de cada raça. Os Nacional-Socialistas acreditam que o modo de vida Ariano é o mais elevado e melhor para os povos Indo-Europeus, renegando qualquer influência estranha. Da mesma forma, afirma que todas as raças devem se voltar para seus próprios povos, culturas e tradições, resistindo ao rebaixamento e à imposição de um modo de vida “ocidental” ou liberal. As raças podem colaborar entre si, mas nunca se misturar.

Apesar de solidamente ligada ao solo (um de seus lemas era Blut und Boden = Sangue e Solo) e infinitamente patriótica, a Ideologia Nacional-Socialista não afirma ser a Nação necessariamente dependente do território, podendo se estabelecer e se desenvolver em qualquer área geográfica, pouco significando as fronteiras politicamente estabelecidas desde que o território seja povoado por Arianos (como no caso da população étnica do “corredor polonês” em Danzig). Veja-se que a anexação de países e a constituição de protetorados foi uma prática jurídica comum durante a IIGM. Na época de seu auge histórico, nossa Ideologia também atingiu grupos da Nação Branca em todos os cantos do mundo, mesmo na África e na América do Sul, informando-se que existiam células NS na África do Sul, Uruguai, Argentina e mesmo no Brasil, em idos das décadas de 30 e 40. Atualmente, este alcance é praticamente global, podendo ser notado mesmo em regiões da Ásia ou do Oriente Médio, onde hajam comunidades ou até indivíduos Brancos isolados.

Uma vez definido o que seria Nação e atribuindo-se a ela desde então o poder da soberania ou auto-gerência, restava definir a forma como se organizaria essa gente e como seria exercido esse poder. O Socialismo, significando realmente a distribuição de justiça social, foi o meio encontrado. Importante não confundir o Socialismo europeu com o socialismo científico ou político de origem judaica, representado pelas ideologias provindas de Marx, Engels e outros, e que significa simplesmente fazer a tábula rasa, equalizar por baixo todos os indivíduos do povo e renegar caracteres importantíssimos como a individualidade, a personalidade, a família, etc.

A unidade da Nação se resume à Raça e à Justiça Social. O substrato do bem comum só pode ser a composição de alguns de seus caracteres mais elementares: o indivíduo são; a constituição e auxílio à família gerada dentro dos padrões nacionais; a conduta dentro dos padrões morais médios; a saúde pública - incluindo-se a preservação e aprimoramento da Raça; a laboriosidade e o direito ao trabalho como meio de sustento da família e comunidade; a organização política (hierarquia estatal); a justiça social - neste ponto importando mais a sociedade que o indivíduo; a defesa dos interesses nacionais nas relações exteriores e a defesa militar dos territórios nacionais. Todas as demais são elementares flutuantes, muito mais ligadas à individualidade e personalidade dos cidadãos do que à Ideologia.

Perceba-se que a organização Nacional-Socialista não criou uma religião oficial para o Estado, entendendo que esta era uma característica inerente à individualidade e não à Ideologia. Permite-se a livre confissão religiosa, desde que se respeite os limites favoráveis à Raça. A arte e a liberdade de expressão, igualmente, não podem ser nocivas à Raça, não se admitindo degenerações esquizofrênicas como o modernismo de Picasso e permitindo-se literatura de autores judeus ou ideologicamente adversários apenas para pesquisa científica. Não houve, como se diz, um banimento de autores não-NS no governo Nacional-Socialista, mas na verdade uma restrição - sendo que o próprio Hitler estudava religiões e filosofias estrangeiras. As mal afamadas fogueiras públicas para queima de artigos intelectuais degenerados eram manifestações populares, geralmente espontâneas e às vezes incentivadas pelo Ministério da Propaganda, mas não uma imposição estatal.

É bom lembrar que, para os Indo-Europeus, o fogo nunca significou uma destruição, mas uma purificação - talvez inconscientemente se pretendesse, pela queima das idéias degeneradas, purificar a alma alemã.

“Führerprinzip” - Importa ressaltar ainda o conceito de liderança hierárquica e respeito absoluto que se verificou durante o governo na Europa e é inerente ao Nacional-Socialismo.

O conceito hierárquico tem bases na própria Natureza, verificando-se entre todos os grupos de seres vivos mais desenvolvidos a predisposição natural de alguns elementos sobre os demais, seja pela sua força ou esperteza. É este indivíduo quem se responsabiliza pelos demais da sua espécie, pela preservação, manutenção, alimentação e defesa do grupo. Também a ele compete a propagação da espécie. Não somos animais, no entendimento de selvagens, mas não podemos negar a importância da nossa primordial instintividade face ao argumento da intelectualidade. A espécie humana é a única que permite a um elemento degenerado sobressair-se sobre os demais, liderar um grupo ou reproduzir. É porque essa intelectualidade egoísta despreza os conceitos originais da Natureza, ou seja, cria valores artificiais (morais) em detrimento dos valores naturais.

Os Nacional-Socialistas seguiram um Líder, Adolf Hitler, e respeitaram suas posições enquanto ele viveu e ainda hoje os focos Nacional-Socialistas seguem sua filosofia. Ele foi aclamado pela grande maioria da Nação germânica e um único atentado, perpetrado por traidores, foi cometido contra sua vida durante todo o seu governo, mesmo durante os anos da guerra. Então, não se pode responsabilizá-lo por todos os acontecimentos que envolveram a etnia germânica ou os partidários Nacional-Socialistas naqueles tempos, porque seguí-lo foi uma decisão espontânea da coletividade, que se submeteu à sua liderança através de eleições democráticas.

Os adversários do Nacional-Socialismo atribuem esta eleição ao desespero da Nação Alemã, que sofria pesadas sanções e crise após a Primeira Guerra Mundial; em parte é correto, mas é importante lembrar que quem submeteu o povo alemão a tais sanções foram os liberais sionistas agressores e os traidores, contra os quais o povo reagiu oportunamente (e são os mesmos sionistas que lançam estas teses adversárias hoje em dia). Fosse a vontade majoritária do povo da Alemanha, o Líder teria caído rapidamente e os alemães e outros povos não seriam voluntários em uma guerra suicida. Pelo contrário, pessoas de toda a Europa o seguiram fervorosamente, como numa legendária Cruzada.

Alguns dissidentes e traidores covardes do pós-guerra criaram tese mais fantástica, a de que o Líder Adolf Hitler exercia uma fascinação hipnótica sobre a massa, e que também foi utilizada pelos adversários para justificar a adoção, por milhões de pessoas, dessa Ideologia, ao ver deles, absurda. Ora, convenhamos que carisma não é o suficiente para justificar a atividade de milhões de indivíduos - a menos que este carisma coadunasse com os sentimentos mais íntimos e comuns de toda esta coletividade. E também não é justificativa válida para a existência de adeptos do Nacional-Socialismo nos dias atuais, sendo que não temos mais um “hipnotizador de massas” para nos conduzir.

Desta forma, é melhor o entendimento da responsabilidade coletiva e a clara e pacífica submissão da Nação aos princípios da hierarquia natural e do bem comum. A Nação seguiu Hitler porque ele representava uma resposta aos seus anseios, porque traduzia a possibilidade dos sonhos de soberania e honra de um povo, porque era cúmplice dos sentimentos da Nação. Hitler não era um “dono” da Nação ou um ditador; era apenas um homem à frente da multidão, era um “condutor” da Nação, na melhor tradução da palavra Führer. Hitler era um Líder natural, sua filosofia era (e é) capaz de definir os caminhos para o bem comum, que eram alegre e voluntariamente trilhados pela comunidade. Logicamente, haviam dissidências, mas estas eram repelidas pela massa homogênea. Haviam adversários, mas a Nação reagia exemplarmente contra eles e os punia pelos males que causassem ou se prevenia contra os transtornos que pudessem criar.

Todas as demais elementares desta Ideologia derivam do indigitado conceito de “inconsciente coletivo”, ou seja, uma orientação mais ou menos comum a todos os indivíduos de uma determinada espécie, em respeito às leis naturais. A moral Nacional-Socialista se embasa nos valores naturais e procura codificá-los.

Para distinguir bem o conceito moral natural do artificial, tomemos alguns transmutando-os para valores sociais.exemplos. A Natureza fez as espécies e os indivíduos desiguais, uns mais outros menos capazes, e o Nacional-Socialismo exalta esta desigualdade entre os desiguais e a igualdade dos iguais; os conceitos liberais modernos, porém, afirmam que todos são iguais e pretende que todos sejam tratados igualmente. A Natureza demonstrou, por exemplo, que o cruzamento entre parentes consangüíneos (incesto) gera indivíduos degenerados e a proibição a esse tipo vil de conjunção carnal se codificou num conceito moral, natural e universalmente aceito; mas os liberais modernos atribuem sua origem não às leis naturais de seleção, mas às convenções sociais ou religiosas.

A Natureza comprova que os homossexuais são inaptos à preservação da espécie, pois não se reproduzem e, portanto, seriam eliminados numa seleção natural, razão pela qual o Nacional-Socialismo repudia a homossexualidade; já os liberais modernos pretendem fazer crer que os homossexuais são seres iguais a todos nós e que têm seu espaço na sociedade. Percebe-se, assim, que existem conceitos morais que se fundam no natural e outros que se originam no artificial, ou seja, numa convenção intelectual distante da realidade natural.

A planta não se reproduz com luxúria, um animal não mata o outro por sadismo, o urso não hiberna por preguiça. Se você impede um gato de comer um rato, pode estar sendo “humano” com o rato, mas está sendo extremamente “desumano” com o gato, impedindo-o de cumprir as funções de seu ciclo natural. A Natureza não conhece a maldade; a maldade e o vício são criações existentes apenas no intelecto humano. O Nacional-Socialismo, fundando-se nas leis da Natureza, nunca pode ser mal, senão apenas JUSTO - que seja o que há de ser. Se nossos pontos de vista parecem cruéis para a moralidade liberal, pouco nos importa, pois não respondemos a valores artificiais, senão apenas à Vontade Suprema.

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